quinta-feira, 4 de abril de 2013

Qual é o limite?


Nesta peça vamos tratar de um assunto tabu nas igrejas: os relacionamentos entre adolescentes, sexo e vida cristã.
Qual é o limite de intimidade no namoro. Se não tratarmos sobre este assunto com nossos adolescentes, certamente algum ímpio o fará.
Esta peça requer apenas 2 personagens. Escolha um rapaz e uma moça da sua igreja para encenar a peça para os adolescentes.

+ uma peça para promover o tema Quem Ama Espera

Marque um dia especial para a apresentação da peça. Prepare o local, com cartazes e murais.
Comece a reunião cantando duas músicas bem animadas. Ore com eles. É bom não demorar a apresentar a peça para que eles tenham tempo de discutir o assunto no final. Apresente a peça com os jovens assentados em semi-círculo.
Peça:
Qual é o limite?
Personagens:
Débora – a namorada
Marcos – o namorado
Cenário:
Um ambiente que retrate uma sala. Mesa cadeiras ou sofás, vaso de flores, um enfeite sobre a mesa, talvez um livro sobre a mesa, enfim, complementos que façam o cenário parecer um ambiente familiar.
(Débora entra chorando e Marcos a segue (sem graça). Ele coloca as mãos no seu ombro e ela o repele.)
DÉBORA: Não me toque!
MARCOS: (Desculpando-se) - Débora... eu sei que avancei o sinal, mas foi sem querer. Já pedi desculpas...
DÉBORA: (fazendo sinal com a mão para que ele abaixe o tom de voz, fala a meia voz) Fale mais baixo!  Quer que todo mundo acorde?
MARCOS: Não pensei que você fosse tão quadrada.  Todo mundo hoje namora assim...
DÉBORA: Eu sei. Mas eu não sou todo mundo. Você me desrespeitou.
MARCOS: Também não exagere. Não fizemos nada de errado. Eu só queria ter um pouco mais de intimidade com você. Poxa, Débora a gente se conhece desde meninos...
DÉBORA: Conhece? Eu pensei que te conhecia...
MARCOS: Você está fazendo tempestade em um copo d'água... A gente estava tão bem lá no Mirante.
DÉBORA: Não devíamos ter ido ao Mirante. É muito isolado. Os casais só vão lá para uma coisa...
MARCOS: O que você está pensando? Eu só a  levei lá para ficar mais à vontade com você... Não queria fazer nada errado.
DÉBORA: (Sem acreditar nele) Não?
MARCOS: Não! Eu só queria ficar sozinho com você... para conversar.
DÉBORA: Que tipo de conversa? Expressão corporal?
MARCOS: Você não está sendo justa. Não sou nenhum cafajeste.
DÉBORA: Como posso ser justa? Eu pedi para parar e você não parou. Quase tive que lutar com você,  Marcos. E você ainda ficou bravo comigo.
MARCOS: Eu pensei que você estava fazendo charme comigo....
DÉBORA: Charme, eu? Que tipo de garota você pensa que eu sou? (ela faz expressão de pensativa) Não precisa responder, você já deixou bem claro para mim.
MARCOS: Poxa, Débora não foi tão grave assim. Você não viu os outros casais que estavam lá? Hoje os namoros são assim... Mas, se você não quer, eu não faço isso mais. Gosto muito de você,  acho que nunca gostei de ninguém como gosto de você. Isto nunca mais vai acontecer. Eu prometo.
DÉBORA: Como posso ter certeza?
MARCOS: Não vai – eu garanto. Eu respeito você demais para arriscar a te perder. Me dê outra chance, vai.
DÉBORA: Não sei não... Não sei se posso acreditar em você. Você me pareceu outra pessoa lá no Mirante. Suas mãos pareciam um polvo. E você só parou porque comecei a chorar... Não posso confiar em você.
MARCOS: Pode sim... de verdade.  Nós vamos namorar do jeito que você quiser, eu prometo. Por favor? Eu prometo que faço o que você quiser...O que você quer que eu faça? Quer que eu me ajoelhe? (Pergunta Marcos ajoelhando-se na frente de Débora).
DÉBORA: Viu? Você não está me levando a sério.  Eu quero que você vá embora... agora!
MARCOS: Mas, Débora... eu não estou brincando. Eu estou arrependido, juro! (Diz Marcos, levantando-se)
DÉBORA: Não dá, Marcos. Eu estou muito magoada.
MARCOS: Pense melhor, você vai ver que está chateada atoa.
DÉBORA: Não tenho que pensar nada. Eu quero que você vá embora. Me esquece.
MARCOS: Tudo bem, tudo bem. Posso te procurar quando você estiver mais calma?
(ambos congelam como estão)

Líder; Entra em cena e pergunta para o grupo: “Ela deve dizer sim ou não?
Se o grupo disser sim:
DÉBORA: Amanhã é um novo dia. Mas que fique bem claro que eu não vou copiar os outros.  Nem tente vir com sua mão boba de novo. Não sei como você está acostumado a namorar, mas eu não acho certo este tipo de namoro.
MARCOS: Ainda acho que você está exagerando, mas não quero te perder. Então... continuamos namorando, não é? Posso te dar um beijo?
DÉBORA: Nem chegue perto de mim. Chega por hoje. Boa noite
MARCOS: Está bem... Até amanhã, então. (joga um beijo para ela e sai)

Se o grupo disse não:
DÉBORA: (balança a cabeça aborrecida...) Não Marcos, procure outra garota. A gente pensa muito diferente um do outro. Não daria certo...
MARCOS: Ainda acho que você está exagerando. Você não gosta nem um pouquinho de mim? Não gosta quando eu abraço você? Não tem motivo para você acabar o nosso namoro.
DÉBORA: Chega, Marcos, não quero continuar esta discussão. Não tem o menor sentido. Eu não vou mudar. Vá embora, por favor...
MARCOS: Está bem. Se é assim que você quer... Boa noite. (Sai)

Faça uma mesa redonda com os jovens para um debate sobre o assunto:
Perguntas para discussão:
1.Por que você acha que Débora estava tão nervosa? O que Marcos tentou fazer com ela?
2.Você acha que o nosso comportamento deve ser orientado pelo comportamento dos outros?
3.Você acha que Marcos tentou fazer sexo com ela?
4.Quais os motivos que levam uma garota a dizer não a um rapaz que quer fazer sexo? Além do medo da gravidez, AIDS ou doenças venéreas, que outros motivos levam uma garota a dizer não? Quais seriam alguns bons motivos, se é que existe algum, para uma garota dizer sim?
5.Marcos  prometeu que aquilo não aconteceria novamente. Você acreditou nele? Por que?
6.Porque a responsabilidade de dizer não geralmente “sobra” para as meninas?
7.“Eu sou crente, e acho que meu namorado(namorada) e eu podemos fazer tudo que quisermos, desde que não façamos sexo” Esta afirmativa está certa ou errada? Por que?
8.Escale alguns jovens do grupo para ler os seguintes versículos bíblicos. Dê uma aplicação prática para cada um deles.
1Corintios 6.18-20;
1 Coríntios 9.24-27                                              
2 Corintios 6.14-18;                                                                                  
Gálatas 5.13, 6-14;
Filipenses 4.8;
2 Timóteo 2.22;
Tito 2.7-8. 
1 João 2.12-14
Romanos; 13.10-14
Segundo estes versículos, existe uma hora aceitável para se dizer sim? A Bíblia menciona alguma coisa sobre relação sexual fora do casamento?
9.De que maneira prática esta situação – situações iguais – podem ser evitadas? ( Uma dica: o “amassódromo”, “o escurinho do cinema” , “o interior do carro”).
Termine orando com eles e  por eles. Leve-os a orar por vida de santidade.
Você pode fazer download desta peça, neste link: YouShare - Teatro: Adolescentes - Qual é o Limite? - FilhadoRei
Observação:
Esta peça foi adaptada do livro Peças rápidas & Quebra-Gelos da Editora Vida Nova. A peça foi adaptada em respeito ao trabalho da editora. Só a adaptei para postar aqui por que creio que a igreja carece de material para um debate franco e aberto com nossos adolescentes  para um redirecionamento de valores e princípios. O livro tem muitas outras peças legais. Você pode adquiri-lo na Editora Vida Nova ou em Livrarias Evangélicas. São assuntos atuais que incomodam nossos adolescentes, com  debates respaldados por textos bíblicos.

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