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quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Dizem


CENÁRIO: Um banco na praça. 1 jovem sentada. A narração é uma voz oculta. Corresponde à voz da própria protagonista- seus pensamentos. O ator deve expressar tudo o que é narrado.

NARRAÇÃO 1(Pensamentos de Rafaela): Dizem que um dia alguém entra em sua vida e a faz mudar para sempre; Dizem que existem respostas às nossas perguntas, que existe algo grande o suficiente para sarar toda a dor e preencher todo esse vazio que sentimos em nós. Dizem...
Na verdade, as pessoas dizem muitas coisas, eu não acredito em muitas delas! Mas algumas fazem até sentido. Dizem que o vazio que tenho em mim só pode ser preenchido por Deus, eu faço gracejos, debocho, finjo que sou completa, mas até que faz sentido, por que parece mesmo que algo está faltando, mesmo quando tenho tudo. A vida é uma eterna correria, somos ensinados a conquistar, conquistar, sempre correr atrás. Mesmo assim, sempre que conseguimos algo percebemos que não é suficiente, e nada basta, e nada basta! Sempre falta algo e isso é desesperador, porque quando você tem tudo o que alguém pode desejar e mesmo assim não é feliz, não há mais o que fazer. Sim... Criamos um mundo para nos escondermos das nossas fraquezas. Dizem que Deus preenche todo o nosso ser, e deve ser verdade, pois já vi gente ser muito alegre mesmo quando não tinha nada. Olhar isso me faz entender que ser feliz vai muito além de qualquer coisa que possamos ter, existe mesmo uma essência, algo que deixamos e que nossa alma parece querer desesperadamente de volta, dizem que é Deus, dizem... (enquanto a narração acontece, a menina entra e senta no banquinho).
Ah! Lá vou eu filosofando outra vez. Melhor me apresentar, essa aí sou eu! Acho que estou pensando nisso. (a personagem encena tudo o que será narrado agora ) Passa um conhecido por mim, dou aquele sorriso, ele sai, meu sorriso vai junto. Sou uma fraude, sou infeliz. Talvez todos sejam assim, talvez só eu. Finjo estar bem para o mundo inteiro, mas que ânsia sinto, perco até a vontade de viver.

CENA: O rapaz que a cumprimentou a pouco senta-se no banco e começam a conversar. Enquanto eles encenam a conversa, a narração que corresponde aos pensamentos dele começa.

NARRAÇÃO 2(Pensamentos de Jorge): Dizem que um dia alguém entra em sua vida e a faz mudar para sempre; Dizem que existem respostas às nossas perguntas, que existe algo grande o suficiente para sarar toda a dor e preencher todo esse vazio que sentimos em nós. Dizem... Na verdade, as pessoas dizem muitas coisas, eu não acredito em muitas delas! Já mentiram muito pra mim nessa vida.  E lá vou eu... Chego na praça, cumprimento minha amiga, gracejo, finjo que está tudo bem, chamo para uma balada. Roubei uma pessoa, traí minha namorada, vou mal nos estudos, não tenho um emprego, não tenho paz. Mas isso é segredo, ninguém sabe disso além de mim, então não terei problemas. Minha vida é problema meu,  ninguém tem que saber dessas coisas. Aliás, acho que ninguém quer saber dessas coisas mesmo, ninguém se importa comigo, nem minha mãe, ela me abandonou quando eu tinha 2 anos e até hoje me pergunto por quê. Quer saber? Deixa isso pra lá. Você não quer saber da minha história de fracassos, você nunca vai parar pra ouvir todas as minhas escolhas erradas e desastres que causei por onde passei...

JORGE: Rafinha! O quanto tempo não te vejo! Que fazes aqui nessa praça?
RAFAELA: Passeando. Sentei para descansar um pouco, sabe como é, um minuto de paz no meio dessa paisagem linda.
JORGE:  Sei sim. Esse é um lugar maravilhoso. E como você vai?
RAFAELA: Vou ótima! Melhor impossível! Posso dizer que sou bem sucedida na vida, meu amigo, eu conquistei tudo o que sempre sonhei. Estou tão feliz, tão feliz!
JORGE:  Mesmo? Fico conte
RAFAELA: Obrigada. E você?
JORGE: Eu? Vou indo... A vida é complicada, todo mundo tem problemas, mas até que vou bem.
RAFAELA: Que foi, amigo?
JORGE: Eu? Vou muito bem também. A vida é injusta as vezes, mas eu sei dar a volta por cima! Sim, estou bem! Precisamos marcar de sair de novo, minha amiga, ultimamente estamos meio distantes, nosso tempo está corrido, mas precisamos relaxar um pouco.
(ENTRA UM RAPAZ E PASSA A CONVERSAR COM ELES- LUCIANO)
LUCIANO: Não acredito que são vocês!!! Meus amigos, quanta saudade! Não nos vemos desde o aniversário da Daniela!
JORGE: Luciano! Vem cá, cara, me da um abraço! Por onde você andava?
LUCIANO: Eu viajei, sabe, espairecer um pouco...
RAFAELA: Espairecer um pouco, só rico mesmo que diz essas coisas!
LUCIANO: Rico? Eu? Haha Estava precisando sair um pouco, é sério minha amiga!
JORGE: E pra onde você foi afinal, que nem avisou a galera?
NARRAÇÃO 3( CORRESPONDE A LUCIANO): E aí estou eu, contando mil mentiras sobre a minha viagem. Na verdade soi uma fuga, uma fuga da minha vida. Odeio minha casa, meus pais, me odeio! Tentei sair um pouco e esquecer de tudo o que está errado, mas sabe, quando você tem um peso na alma, não adianta correr, ele te acompanha aonde quer que você vá. Coloco minha cabeça no travesseiro e minha luta interna ocupa minha mente, não tenho paz. Poderia ter viajado ao lugar mais belo e conhecido as pessoas mais ilustres, nada muda em mim, sinto o mesmo.
RAFAELA: Puxa, foi uma viagem e tanto!
LUCIANO: Foi sim!
JORGE: Vê se na próxima vez convida os amigos!
LUCIANO: pode deixar, convidarei.
(ENTRA UMA JOVEM E CUMPRIMENTA TODOS, ABRAÇANDO UM A UM)
DANIELA: Não acredito que vocês marcaram um encontro e não me chamaram!
JORGE: Acredita que foi tudo por acaso, Daniela? Acabamos nos encontrando aqui!
DANIELA: Que interessante, vai ver não é acaso! LUCIANO!? Até você!!! Gente, eu não via esse menino há tanto tempo!
RAFAELA: Ninguém via! Ele foi fazer turismo e nem avisou!
DANIELA: Mesmo?
LUCIANO: Dani, foi só uma viagem rápida!
JORGE: De um mês! Hahaha
DANIELA: Luciano, mas tu és muito importante mesmo! Rsrsrsrsr Gente, eu amo tanto vocês, estava com saudades!
RAFAELA: Dani sempre toda fofinha, a gente se viu ontem, amiga! Kkkk
LUCIANO: E como você esta?
DANIELA: Eu? Ótima, claro! Kkkkkkk Melhor agora em ver vocês.
JORGE: Que beleza, então está tudo bem com todo mundo!
DANIELA: Que estranho! Em um grupo de amigos sempre tem alguém deprê! hahahahaha
NARRAÇÃO 4 (CORRESPONDE A DANIELA): Bem... Eu já estive melhor, é verdade, mas não posso viver me lamentando não. Deus tem sido muito bom comigo. Problemas? Kkkk Tenho tantos que da até pra vender... Mas pra que vender problemas? O mundo precisa de pessoas que vendam soluções, ou melhor, vender não, dar, o que é bom a gente tem que compartilhar. É por isso que sempre compartilho Jesus. Aí talvez você diga: de novo essa história de Jesus? Mas sabe, vale a pena repetir o que ele faz por mim! Eu passo por muitas lutas, como todo mundo, a gente está na terra, a vida aqui é assim mesmo, mas não preciso me amargurar ou deprimir, não preciso odiar a vida ou me esquecer do mundo, por que mesmo quando tudo vai mal, esse Jesus me proporciona uma paz que não saberia explicar. Sim, eu sou feliz! Muito feliz, quando tudo vai bem, claro, aí é fácil! Mas sou
feliz também quando tudo vai incrivelmente mal! Quando estou angustiada sinto o conforto, quando não vejo saídas ainda sim tenho esperança, por que meu Deus, que é Rei do Universo, me fez promessas e não volta atrás com suas palavras! Meus amigos me perguntaram se estou bem... Um... Tenho um monte de abacaxis para resolver rsrsrsrs Mas não vou desabar, Deus esta comigo, então... Sim! Estou bem, muito bem! Obrigada!
JORGE: O que é, Dani? Quer dizer que está deprê?
DANIELA: Eu? Não! Estou bem, muito bem, obrigada!
NARRAÇÃO 1: Sabe no começo, quando falei de gente que é feliz quando tudo vai mal? Tá aí a Dani, é um exemplo. Tem muita gente que debocha dela. Dizem que ela é uma boba, dizem. As pessoas dize muitas coisas, eu não acredito em boa parte delas. A Dani é feliz, feliz de mais pra quem tem a vida dela! Dá inveja... Ela tem tanta luz que quando começa a conversar com a gente, por alguns momentos, é como se sentissemos também essa paz. Gosto de conversar com ela, ela tem algo que eu, que tenho tudo, queria ter. Dizem que é Deus, dizem...
DANIELA: Gente, queria conversar um pouco sobre Jesus com vocês, pode ser?
JORGE: Ah, Dani!
DANIELA: Ow Jorge... Por favorzinho!
RAFAELA: Vamos ouvi-la, gente!
LUCIANO: O que você vai dizer que nós não já sabemos?
DANIELA: Não sei! Kkkkkkkk O que você sabe, Lu?
LUCIANO: Jesus é um cara legal, tem poder mas morreu para os homens serem salvos dos seus pecados. Todo mundo já ouviu isso!
DANIELA: Nem todo mundo, mas... Bravo! Você está certo!
JORGE: Não acho Jesus um cara tão legal assim, desculpa Dani.
DANIELA: Não preciso desculpá-lo, por favor, sinta-se a vontade para falar. Qual o problema com Jesus.
JORGE: Melhor eu não falar, você vai se chatear!
DANIELA: Não! Vou não! Fala amigo!
JORGE: Jesus fica dizendo que ama as pessoas, mas ele nunca se importou comigo, Dani, então não diga que tenho que gostar dele!
DANIELA: Po que diz isso?
JORGE: Ele me colocou numa família que não me ama! Me fez um cara idiota que trai as pessoas e... Até drogas estou usando, sabia?
RAFAELA: O que?
JORGE: Eu não deveria ter dito isso, mas conheço tanta gente em lugares ruins, assim como eu, que não vejo mais lógica em falar nessa tal essência do amor que é Jesus. Eu não sinto Jesus lá nas esquinas, Dani! Ninguém nunca se importou de verdade comigo, e não senti a mão de Deus nos momentos duros da vida, quando precisei sentir.
DANIELA: Jorginho... Se você não sentiu Deus, não significa que ele não estava com você. Eu sinto muito pela sua família ter te desprezado, mas Deus não tem culpa disso. Deus sonhou com uma família bem estruturada! Sonhou com mulheres obedientes, com maridos que amavam a esposa assim como o próprio Cristo amou a Igreja. Deus disse que os filhos são herança dele, mandou os pais ensinarem o caminho em que devem andar, mandou os filhos honrarem os pais, Deus pensou a família dos sonhos. Só que, Deus não só planeja as coisas, Ele deixa os homens escolherem seguir esses planos ou não. Infelizmente, muitos escolhem não ser o que Deus quer, os resultados são ruins. Meu querido, eu fico triste por você, mas não é o fim. Sua família não te amou, mas você ainda pode ama-la, e seu amor pode mudar muitas coisas.
JORGE: E sobre as desgraças que eu mesmo causei, tem algo a dizer?
DANIELA: Você mesmo causou!
JORGE: A vida te obriga a fazer coisas erradas, Dani! É sempre assim... Deus não me impediu
de cair no vício, mesmo tendo poder! Que amor é esse? Basta!
DANIELA: Jorge, eu não consigo não ver o amor de Deus ouvindo tudo isso. Deus tem mesmo poder, mas te deixou livre pra escolher o que fazer, mesmo que isso vá contra os planos dele. Você escolheu entrar nisso e pode escolher sair. Deus é muito educado, não te obriga a nada, mas sempre que você o convidar, ele virá até você. Quer sair dessa vida?
JORGE: Quem não quer? (já a chorar)
DANIELA: Você pode recomeçar e através de Cristo, seus erros da vida inteira são perdoados e lançados no esquecimento.
JORGE: Dani, eu sei que você tem razão, posso sentir isso, mas Deus não merece ter como filho um cara como eu!
DANIELA: Ah! Jorge! Você não tem noção de como Deus ama um cara como você! Mas Ele ama muuuuuuuito mesmo!
JORGE: Haverá esperança para mim?
DANIELA: Há esperança para todos.
LUCIANO: Pra mim acho muito difícil!
RAFAELA: Você não disse que estava bem, Luciano?
LUCIANO: Menti. Minha vida é uma droga. Viajei pra fugir do mundo. Não deu certo.
(Jorge senta no banco e abaixa a cabeça- reflexivo)
DANIELA: O que foi, Lu?
LUCIANO: Já que é pra contar as desgraças, se preparem, por que eu sou campeão. Tenho duas namoradas, não amo nenhuma.
RAFAELA: Não acredito!
LUCIANO: É verdade, Rafa. Fora isso, a empresa do meu pai está quase falindo, descobri assim que cheguei de viagem, culpa da minha má administração financeira. Meu pai confiou em mim e agora e destruí tudo o que ele construiu na vida. Daqui a uma semana faço 25 anos, e não tenho perspectiva nenhuma. Não sei o que vou fazer, para onde vou, não tenho sonhos, planos.
DANIELA: Acho que a pergunta agora não é para onde ir. Você tem que ficar e a palavra é RECONSTRUIR. Você fez um grande mal a seu pai. Luciano, mas pode pedir perdão e recomeçar, pode trabalhar muito, arregaçar as mangas, como dizem, e recuperar o tempo perdido. No lugar de ficar se lamentando você pode ir à luta, amigo. Sobre as duas namoradas.... Bem, já que não ama nenhuma, podes logo terminar com ambas. Você é um sem vergonha, amigo, tenho que dizer.
LUCIANO: Quando você sente um vácuo dentro de você, Dani, tenta preencher com qualquer coisa.
DANIELA: O que é um erro, por que qualquer coisa não preenche nada. Só a coisa certa ocupa o lugar que é dela. Você poderia ter uma harém e ainda assim não estaria satisfeito. Sempre vai sentir falta de algo, de Deus. Deixa essas meninas em paz e permita a verdadeira paz a você também.
LUCIANO: Eu? Tenho muitos pecados... Muitos que nem tenho coragem de contar a você. Já fiz coisas horríveis.
DANIELA: Se você se arrepender e confessar, Deus te perdoa de todos eles. Não se preocupe, todo mundo peca, não é só você não. A Bíblia mesma fala que todos pecaram e foram destituídos da Glória de Deus. Não importa o que você já fez. Não há nada mais forte que o amor que Deus tem por você.
LUCIANO: Mas e se eu não conseguir? Eu não sou forte.
DANIELA: Você não precisa contar com sua força, ela sempre vai te deixar na mão mesmo. Conte com Deus! Ele sempre te ajudará. Posso ver resposta a todo o seu dilema em alguns versículos de um Salmo, amigo. Você quer fugir do mundo e se sente sem forças, então... Posso ler para você?
LUCIANO: Pode, claro.
DANIELA: É o Salmo 139. Os versículos 7 a 10 dizem: “Para onde poderia eu escapar do teu Espírito? Para onde poderia fugir da tua presença? Se eu subir aos céus, lá estás; se eu fizer a minha cama na sepultura, também lá estás. Se eu subir com as asas da alvorada e morar na extremidade do mar, mesmo ali a tua mão direita me guiará e me susterá.”
Ninguém pode se esconder de Deus, onde quer que estejamos, seus olhos estão sobre nós.
Luciano, poderia te dizer muitas coisas, mas...
LUCIANO: Não precisa, você está certa! Eu quero ser livre de tudo isso que me amarra, essa angústia, essa amargura da minha alma, eu não quero mais fazer o mal, ajuda-me!
DANIELA: Claro! Na verdade não sou eu que posso ajudá-lo, mas Deus! Você recebe ele em seu coração? Aceita o sacrifício de Jesus por você?
LUCIANO: Sim, não posso mais resistir! Eu aceito.
DANIELA: Então ou orar por você!
JORGE: Será que pode orar por mim também? Eu não quero mais ser assim, Dani, quero sentido para minha vida!
DANIELA: Posso sim! E você, Rafa, não quer receber Jesus?
RAFAELA: Estou bem, Daniela, obrigada.
DANIELA: Tudo bem. Senhor, Deus de toda a criação, um Deus tão grande que ama pessoas assim como nós. Hoje quero outra vez te agradecer pelo teu amor, pela tua graça, favor imerecido, que todos os dias nos sustenta, nos dá chance de recomeçar. Senhor, hoje quero apresentar as vidas do Luciano e do Jorge, que agora te aceitam. Deus, cura suas feridas, perdoa seus pecados, dá a vida eterna. Ah, Pai, concede a paz que só tu podes dar...
NARRAÇÃO 1( RAFAELA): (enquanto Daniela ora, Rafaela fica séria olhando e pensando) Dizem que um dia alguém, entra em sua vida e faz ela mudar para sempre. Dizem... Já disse isso. Devo estar vendo um desses momentos, por que meus amigos tem feições maravilhosas nesse momento. Há pouco eles diziam que estavam bem, mas seus olhos clamavam por socorro. Agora eles condessaram que estão muito ruins, aceitaram Jesus, e vejo algo novo surgindo no rosto deles, parecem felizes. Eu poderia estar feliz agora, não poderia? Mas é tão difícil reconhecer que também preciso desse Deus de quem falam! Eu não tenho força suficiente para isso, não consigo assumir o quanto estou infeliz, mas até quando manterei as aparências? Minha vida precisa de sentido... (DANIELA TERMINA A ORAÇÃO E ABRAÇA OS AMIGOS NOVOS CONVERTIDOS). E aí estão meus amigos... Tão satisfeitos, tão serenos... Eu também preciso disso!
RAFAELA: Eu também preciso disso!
DANIELA: Rafa, precisas de quê?
RAFAELA: Dessa paz que agora vocês parecem sentir. Eu consegui tudo o que queria na vida, mas ainda sou infeliz. Sabe, Dani, diferentemente deles dois, eu não tenho grandes problemas! Não me falta nada, minha família é bem estruturada, fiz o curso que planejei, tenho o emprego dos meus sonhos, ganho bem, tenho propriedades, tenho muitos amigos, tenho tudo! Mas nada do que tenho me satisfaz! Fica sempre esse vazio, essa sensação de ausência que eu tento preencher com tudo, mas nunca me deixa, nunca! Eu não aguento mais!
DANIELA: Rafa, sei que você sabe o que te falta.
RAFAELA: Deus...
DANIELA: O homem foi feito por Deus, para viver com Deus! Foi assim até a queda, quando Adão e Eva pecaram e foram expulsos do jardim. Mas a nossa necessidade de viver com Deus jamais se perdeu! Nossa alma clama por ele desesperadamente, almeja sua presença, quer correr para Ele como uma criança que se perdeu do pai.
RAFAELA: Acho que é isso mesmo que sou...
DANIELA: Uma criança que se perdeu do pai?
RAFAELA: Sim? Mas não quero isso... Eu... Estou sofrendo tanto! Eu tenho chorado sem saber por que e nem vejo mais valor na vida.
DANIELA: Minha querida, não fique assim! Em Deus está o sentido da vida! Olhar para Jesus, lembrar que ele deu a própria vida para salvar a sua não te faz perceber o valor que sua vida tem? Pare de sofrer assim... Deus quer enxugar suas lágrimas.
RAFAELA: Eu acredito!
DANIELA: Então orarei por você... Ore comigo também!
NARRAÇÃO 1- RAFAELA: (Enquanto elas oram a voz de Rafaela narra): E lá estava eu, recebendo aquela oração. Chorei muito, mas dessa vez de alegria. Sentia tanta alegria, tanta alegria! Era como se todo aquele fardo que estava sobre mim fosse retirado. Senti-me mesmo como a filha insana que correu o mundo inteiro para descobrir que na verdade só queria estar em casa, com seu pai amável. Foi maravilhoso. A Daniela só estava de passagem, mas foi uma passagem que marcou as nossas vidas, pois ela nos ajudou a enxergar o que estava diante de nós. Ela teve que ir (na cena terminam a oração e despedem-se/ fica só a Rafaela no banco da praça). Meus amigos seguiram seus destinos e eu o meu. Que poderia dizer a vocês agora? Sou Feliz! Muito Feliz! Eu agora sentia a paz que tanto queria! A Dani foi embora mas eu continuei feliz, pois Jesus ainda estava lá! Não havia mais vazios! Eu estava completa, outra vez conectada àquele que me criou.
Dizem muitas coisas e não acredito mesmo em boa parte do que falam, mas o que me disseram sobre Deus é mesmo verdade! É verdade que ele é bom! É verdade que ele ama pessoas como eu! Ele ama gente que erra todo dia, gente que faz o mal, gente que não tem expectativa e Ele quer dar uma nova vida a todos nós! Oh! Como sou feliz agora! Não canso de repetir! Posso sentir Deus comigo, andando ao meu lado, cuidando de mim! Descobri que poderia ter todas as riquezas do mundo, mas Jesus é meu tesouro, ele é o anseio de minh'alma, Ele dá razão ao meu viver.
Dizem muitas coisas e a partir de hoje eu me ajuntarei aos que dizem! Aos que dizem que alguém um dia entra na sua vida para mudá-la para sempre; aos que dizem que não importam os seus problemas, Jesus te ama e tem salvação para você; Aos que dizem que há esperança; Aos que Dizem: DEUS.



Peça retirada do site:  http://teatroevangelico.webnode.com/news/dizem/

sexta-feira, 3 de maio de 2013

O GRANDE TRIBUNAL




As pessoas vão entrando aos poucos e comentam em voz baixa sobre o julgamento por ultimo entra o funcionário anunciando a entrada do Juiz.

Ordem de entrada:  Os Policiais, O Júri, Os Advogados e por ultimo o Funcionário.

Funcionário:  Por favor, todos de pé! Com a palavra o meritíssimo Sr Juiz..

Juiz:  Dar-se por aberta mais uma sessão deste tribunal! Por favor, sentem-se todos.  (todos Sentam)

Façam entrar o Réu.

Entram dois Policiais,  com o globo terrestre com várias figuras da humanidade que é colocado no meio da cena...

Juiz:  Nesta sessão de hoje, iremos trazer a julgamento uma das questões mais importantes a ser julgada, como podemos ver, nos apresenta aqui, a própria humanidade, hoje representada na figura deste globo terrestre, e eu peço desde já, aos senhores jurados, total imparcialidade para com o Réu, preocupando-se apenas, em apurar a verdade dos fatos.  A humanidade, ou seja, o nosso réu em questão, vem sendo acusado durante muitos anos, ou posso dizer melhor, “Séculos”, de não ter tido verdadeiro sucesso em viver plenamente em paz, acabar com a violência do homem para com o homem, tem sido um sonho quase que impossível de ser realizar, por isso este julgamento.  Para acabar de vez com essa duvida:  É possível o ser humano viver num mundo sem violência?  Bom, com a palavra a promotoria!

Neste momento, o Funcionário aproxima-se do Advogado, e com a Bíblia na mão afirma.

Funcionário:  Você jura dizer a verdade, somente a verdade, nada mais que a verdade, perante Deus.

Promotor:  Sim.

Com uma cara de quem já ganhou, ele se vira para o juiz e diz.  Obrigado senhor meritíssimo.   

Juiz:  Prossiga!

Promotoria:  Bom o que temos aqui diante de nos senhores?  Alguém pode me responder?

Apontando para o globo diz.  A própria humanidade.

Enfim, hoje depois de tanto tempo, podemos chegar a esse momento tão solene, para julga-la e mostrar a  sua verdadeira face.

Ah o homem, esse ser tal que foi feito à imagem e semelhança de Deus, só que com o passar do tempo, tanto se desviou do criador.

A humanidade nos últimos séculos, não tem se preocupado com suas questões mais elementares, que é a própria paz.  O homem hoje se vê maranhando, numa profunda crise de valores, onde só quem tem valor, é que se preza a fazer o erro.

Guerras são desencadeadas pura e simplesmente pela ganância de seus governantes, em obterem  mais e mais poder.  Doenças graves, gravíssimas são deixadas de terem cura, porque todo o dinheiro público se perde  na corrupção.

Crianças vão para as ruas, e conseqüentemente caem na criminalidade, por causa da omissão daqueles que podem, mais nada fazem por elas.

Milhões, mundo a fora morrem de fome nos países mais pobres, enquanto que nas nações mais ricas, toneladas e mais toneladas de alimento são  jogados fora por dia, numa ação cada vez mais frenética de consumo.

Enquanto isso, verdadeiras fortunas são desperdiçadas com festinhas públicas, com o mero intuito de vangloria a carne, prostituição e consumo de drogas.  Ao culto de deuses fecham seus olhos, próprios adoradores, enfim o mais completo caos se instalou na humanidade.

Uma pequena pausa para beber um copo d’água.

Por isso, essa promotoria vem a esse tribunal, pedir que se faça justiça, recomendando aos Senhores Jurados, que peçam a pena máxima para o Réu, ou seja, a aniquilação da raça humana, pois o homem   muito tem se desviado das coisas de Deus.  Por isso não merece continuar a existir, somente a pena máxima será capaz de frear o impulso destrutivo da humanidade!

Irritado, diz:  Sem mais para o momento, Senhor Meritíssimo.

Alguns aplaudem, outros se assombram com o discurso, e surge um falatório que é interrompido pelo juiz.

Juiz:  Silencio, Silencio,levantou-se uma acusação gravíssima sobre o nosso Réu, e eu não vou tolerar nenhuma manifestação, nem de aprovação, e nem de reprovação, enquanto não se manifesta a defesa, por isso é importante o silêncio, para que não se cometa nenhuma injustiça com a defesa.

Com a palavra a Advogada de Defesa.

O Funcionário aproxima-se da Advogada, e com a Bíblia na mão afirma.

Funcionário:  Você jura dizer a verdade, somente a verdade, nada mais que a verdade, perante Deus.

Defensoria:  “Somente a pena máxima será capaz de frear o impulso destrutivo da humanidade”, Será?

Será que precisaremos chegar a tanto?  Onde fica o amor, e o perdão?

Antes que todos comecem a me criticar, eu sei e concordo, quando a promotoria diz que a humanidade mergulhou num mar de lama, que “parece” não ter volta.  Mais por outro lado, se omitir quando não fala do amor que Deus tem para com essa humanidade, muitas vezes vista como sem conserto e perdida.

E é nesse  amor infinito que está a esperança de um mundo maior e melhor, mais justo e humano, e não com a destruição pura e simples da raça humana.

A Bíblia nos fala desse amor, quando diz que Deus amou tanto o mundo que mandou seu Filho unigênito para que morresse por nós.  Então é inadmissível pensar em destruição, pois Deus é amor .

Cabe a nos verdadeiros portadores desse amor, através do conhecimento que vem de Deus, lutar a cada dia, até a nossa vida se for necessário, para que essa situação se altere.  Levar a cada criatura vivente, a palavra de Jesus Cristo.

Somente a verdade pode curar essa humanidade, que está tão doente, e que vi muitas vezes num beco sem saída.

Só até aqui Meritíssimo Senhor Juiz.

Neste momento paira um silêncio  absoluto no tribunal, pois a defensoria foi muito convincente.

Juiz:  Bem senhores, com termino da defesa encerra-se a primeira etapa do julgamento, damos prosseguimento agora com a parte das testemunhas, tanto de defesa, quanto de acusação, chamamos primeiro a acusação e depois a defesa consecutivamente.  Façam entrar a primeira testemunha.

Funcionário:  Que entre a primeira testemunha de acusação, Sr Jader Barbalho.

Os Policiais vão buscar a Testemunha, trazendo-a até a presença do Juiz.  Neste momento o Funcionário, já está posicionado para fazer o juramento.

Funcionário:  Você jura dizer a verdade, somente a verdade, nada mais que a verdade, perante Deus.

Promotoria:  Sr Jader Barbalho, pode nos dizer o porque da sua vinda até esse tribunal, o que o trouxe para prestar um depoimento tão importante.  Pode nos dizer Sr Jader.

Testemunha de Acusação:  Meritíssimo Senhor Juiz, Senhores Jurados, enfim público presente, como é do conhecimento do público eu sou político à quase 15 anos, e ao longo dessa minha vida política, me deparei com muitas situações que me fizeram chegar à esta conclusão, de que a raça humana não tem mais jeito.

Muitas vezes presenciei negociatas, jogadas, muita sujeira que é feita com o dinheiro do povo, que sofre até morrer por não ter uma assistência da parte do governo, e isso tudo foi me sufocando até que resolvi dar um basta nesta situação, por isso o meu motivo de estar aqui pedindo a condenação, pois vejo que através da política, o homem não encontrará a solução para seus problemas.

Alguns aplaudam o discurso.  O Juiz irado, fala com alta voz.

Juiz:  Silêncios Senhores.  Mais uma manifestação dessas e eu mando suspender a sessão!!  Breve pausa.

Neste momento, os Policiais retiram o Dr. Jader Barbalho.

Promotoria:  Além disto Meritíssimo Senhor Juiz, tenho em meu poder, uma gravação, classificada como prova (A), onde presenciaremos, um radialista passando um trote, para uma pessoa que se diz preparada, para direcionar outras pessoas a paz.  E no entanto, ficará claro, que o despreparo é geral.

Alguém manipulando a mesa de som, ou o próprio Promotor, com um gravados, irá executar a gravação.

Caixa de texto: Com um tom de indignação, o Juiz interrompe a execução.

Juiz:  Que entre a Testemunha de Defesa.

Funcionário:  A próxima testemunha é o medico Dr Robson Ramos.

Os Policiais, que já estão na sala das Testemunhas, trazem o Dr. Robson Ramos, até a presença do Juiz.

Funcionário:  Você jura dizer a verdade, somente a verdade, nada mais que a verdade, perante Deus.

O Funcionário volta para o seu lugar, e a Testemunha senta-se.

Defensoria:  Dr Robson Ramos, o senhor é um cirurgião bastante conhecido.  O que faz vir até esse tribunal para defender com testemunho o nosso Réu.

Testemunha de Defesa:  Bom que sou médico todos já sabem, agora o que poucos devem saber é que sou Evangélico, e por isso, eu na condição de médico, e evangélico, estou hoje aqui utilizando o meu depoimento, para falar de alguém que deu sua vida, para salvar a humanidade, não uma pessoa comum, mais o Filho do Deus Altíssimo, sim, ele mesmo, Jesus Cristo!

Quando se fala em salvar, e condenar a Humanidade, tem que se falar no exemplo maravilhoso de amor, dado a todos nós por Jesus, que com seu Martírio e humilhação, nos permitiu a salvação. 

            Por isso Senhor Juiz peço licença para ler de pé, algumas palavras que escrevi sobre a morte de Jesus.

As luzes se apagam, o filme começa a passar

Testemunha de Defesa:  Como podem ver será que tamanho sofrimento de nada valeu, você que hoje está afastado   de Deus, será que ignora tal sofrimento, pense bem e faça o seu próprio julgamento, sem mais para o momento, é tudo Senhor Juiz.

Novamente um silêncio paira, enquanto os Policiais retiram a Testemunha.

Juiz:  Com o depoimento da ultima testemunha encerra-se esta fase do julgamento, agora está sessão vai entrar em recesso, para que os Senhores Jurados possam chegar a um veredicto.

Juiz bate o martelo.

Ordem de Saída:  O Juiz, escoltado pelos Policiais, seguido do Funcionário, e ao mesmo tempo os Jurados e os Advogados, sendo que os Advogados, vão para o fundo da Igreja.

Neste momento, Renata inicia a música.

Ao término da música, todos voltam na mesma ordem de entrada.

Juiz:  Dar-se por reiniciada esta sessão.

Sentem-se todos.

Então senhores jurados, chegaram a uma conclusão.

Jurado:  Após uma discussão bastante complexa, este corpo de júri numa votação unânime, concluiu  que o Réu, ou seja, a própria humanidade, que foi julgada, por não ter conseguido alcançar a tão esperada paz, é...  “Inocente”

Espere as Reações

Cabendo as autoridades competentes, um encaminhamento com a palavra do Senhor, para uma completa evangelização da raça humana, pois, o jure entende, que só assim conseguiremos a verdadeira paz, pois, só Jesus é quem traz a paz que tanto queremos.

Juiz:  Sendo assim, eu declaro “inocente“ das acusações citadas neste tribunal.

E recomendo que aceitem de uma vez por todas, Jesus Cristo, como único é suficiente Salvador, pois, só assim podemos sair dessa obscuridade em que estamos e assim conseguir a tão almejada paz.

Sem mais para o momento, dar-se por encerrada essa sessão.

Bate o martelo.

Todos se juntam na escada do Púlpito, e começam a cantar uma música, a ser escolhida, enquanto o Evangelista, faz o apelo.

Fim

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Eu escolho Deus

Peça com Direitos Autorais; criação de Fábio Ferreira, Mary Matos, Jamile Santos, Lucas Souza e Wallace Nascimento.

Com a participação do Ministério de Louvor Lemuel:





quinta-feira, 16 de agosto de 2012

ALIVIANDO-SE DOS FARDOS



Autor: Romario Novaes (Líder do Ministério de Art's Ágape)

Personagens: drogado, prostituta, depressivo, pessimista, Jesus

Obs: A peça funcionará como um monólogo.

CENA 1:  
cada personagem por vez entra em cena com um fardo ( deve ser usado sacos cheios de coisas que representem seus fardos)

Drogado: Vivo no mundo das alucinações. Lá tudo parece tão belo! Minha alma até parece encontrar paz, mas quando passa o efeito dos alucinógenos percebo que a realidade é outra. Percebo que estou com esse fardo e por mais que eu tente me livrar não consigo. O que farei para me livrar deste fardo?

Jesus (oculto): Vinde a mim e eu o aliviarei...

Drogado: (assustado) Nossa! Que voz é essa? Será o efeito das drogas? Acho que não tenho jeito, devo levar este fardo sempre comigo.

Prostituta: Eu vivo num mundo que não me satisfaz, mas foi o único meio de obter meu sustento. Já passei noites com muitos homens, mas não é essa a vida que eu quero. (feição de esperança)quero ser mãe de família. Porém estou presa a esse fardo. O que farei para me livrar deste fardo.

Jesus (oculto): Vinde a mim e eu a aliviarei...

Depressivo: (entra cabisbaixo em cena) Vivo só no meu mundo, faço acompanhamento psicológico e tomo medicamento antidepressivo, mas acho que não tenho mas jeito. Minha vida é essa, viver só neste mundo, pois nada nele me atrai. O que farei para me livrar deste fardo?

Jesus (oculto): Vinde a mim e eu o aliviarei...

Pessimista: Eu vivo no mundo das frustrações. Tudo que planejo para minha vida não dá certo. A incerteza faz parte de mim. Jamais alcançarei algum sucesso. (feição de esperança) Ah! Como almejo conquistar meus sonhos... O que farei para me livrar deste fardo?

CENA 2:  
Todos personagens permanecem em cena paralisados e Jesus aprece.

Jesus: Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrarei descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve.

CENA 3: 
 Após a fala de Jesus, inicia-se a música; Jesus começa a chamá-los de cada vez. Eles resistem um pouco, mas depois,  todos os personagens, um por vez,  soltam seus jugos e se rendem aos pés de Jesus. Enquanto eles aliviam pode ser cantado o música VINDE A MIM de NÍVEA SOARES.

A LÍNGUA



 


Peça cômica sobre a fofoca.

Duas mulheres, membros de uma igreja evangélica, travam um diálogo para lá de maledicente, contaminando outros membros com suas línguas afiadas para o mal.

Envolvidas com as fofocas deixam de prestar atenção ao culto que teve como tema da mensagem justamente o problema que as acometia: “aquilo que contamina o homem é o que sai da boca, e não o que entra por ela”.

 
Personagens:
Lúcia –
Carmem –
Irmã Laura – 
Irmão Salomão –
Menina –
Maquiagem:
Cenário:
*Duas cadeiras de igreja,
*Uma porta de banheiro, que pode ser feita de TNT, escrito “BANHEIRO” em cima.
Efeitos sonoros:
*Gravação de levitas testando os microfones (início);
*E outra gravação dando a benção apostólica (final); e
*gravação da vinheta “Hebert Richard”.
 
ABERTURA:
(A CIA DE TEATRO ABNER, INFORMA):
Esse texto é totalmente fictício, e não quer retratar a realidade de nenhuma igreja.
(“ VERSÃO BRASILEIRA HEBERT RICHARD” )

(Entram conversando: “Cacos”, quando sentarem, começam o texto )
Carmem – Por que você não veio pra escola dominical hoje, hein?
Lúcia – Irmã, eu tava tão cansada,mas tão cansada, que acabei perdendo a hora.
Carmem – Já achou?
Lúcia – O quê?
Carmem – A hora mulher! Tu é muito lenta visse?!
Lúcia – Veio muita gente?
Carmem – É! Veio! Eu e mais quatro irmãos.
Lúcia – Mas irmã Carmem, meu filho tá me dando tanto trabalho.
Carmem – É? Por quê?
Lúcia – Ele tá de chamego com uma menina que não é pra ele, ela não é crente e fica levando ele pra sair, pra balada como eles dizem.
Carmem – Mas ele estava tão bem na igreja, fazendo amizade com todo mundo.
Lúcia – Pois é, mas depois que conheceu essa mulher na faculdade, esfriou. E o pior: é mais velha que ele 20 anos.
Carmem – Misericórdia! Ela vai criá-lo, é?
Lúcia – Não é hora de brincadeiras! Preciso que ore por ele.
Carmem – Claro! Desculpe, saiu sem querer. Vou orar sim. Mas se a igreja ficar sabendo, já viu. Tem tanta gente que gosta de uma fofoca...
Lúcia – Mas você não vai contar a ninguém, vai?
Carmem - Eu? Claro que não! Minha boca é um túmulo! Não sou de fofocas.
Carmem – Eu vou orar por ele. Mas Lúcia, mudando de assunto, você já tá sabendo da novidade?
Lúcia – Não! Me diz logo, antes de começar o culto.
( GRAVAÇÃO I )
Carmem – Minha filha vai casar!
Lúcia - Mas já! Tão depressa! Só está namorando há 5 anos e é noiva há 1! É muito pouco tempo, você não acha?
Carmem – Não! Está na hora certa.
Lúcia – Quando vê esses casamentos às pressas, pode ter certeza. É buxo! (fala pro lado em tom de pensamento,enquanto Carmem olha pro lado)
Carmem – Hã! O que disse? Não ouvi!
Lúcia – Não, nada! Estava pensando alto. Que Deus abençoe os dois, né?
Carmem – Amém! Estou tão ansiosa pra ser avó!
Lúcia – Não disse?! Tinha certeza. Está se casando grávida.(fala olhando pro lado novamente). Irmã, vem cá! Ela vai se casar de branco?
Carmem – Claro! Minha filha é vigem, Lúcia! Ponho minha mão no fogo por ela! Ai!
Lúcia – Que foi? Se queimou?(com ar irônico)
Carmem – Não! Deu cãibra na minha perna! 
Lúcia – Há bom! Menos mau.
Carmem – O louvor já vai começar Vou ao banheiro, já volto. Guarde meu lugar!
Lúcia – Está bem vá, mas volte logo. Se não vão dizer que você esta passeando pela igreja antes do culto.
Carmem – Está bem!
(Nessa hora, a cena se divide em dois pontos: um com Carmem e outra pessoa que ela encontrou quando foi ao banheiro; outro com Lúcia e irmã Laura.)
Lúcia – Oi minha querida, a paz! Senta aqui quero te contar uma coisa.
Irmã Laura – Mas esse não é o lugar da irmã Carmem?
Lúcia – É! Mas sabe como é, né?! Ela fica passeando o tempo todo! Ela disse que já, já, ela volta.
Irmã Laura – Mas me diga. O que você queria me contar?
Lúcia – Não diga a ninguém que lhe contei, mas a filha da irmã Carmem,sabe?
Irmã Laura – Sei, o que que tem?
Lúcia – Está grávida! E vai se casar às pressas. Foi a própria mãe quem me contou.
Irmã Laura – Irmã! Que escândalo! Ela me parecia ser uma moça tão direita.
Lúcia - Pois é. Ficou esquerda. Colocou a carroça na frente dos bois. 
Irmã Laura – Estou passada! Imagine quando toda igreja ficar sabendo?!
Lúcia – Não! Ninguém vai saber! Você não vai contar, vai? E minha boca é um túmulo! Não gosto de fofocas. Misericórdia!
Irmã Laura – Eu vou pro meu lugar que vai começar o culto. E a irmã Carmem tá voltando.
Lúcia – Até mais! A paz!
(escurece o lado de Lúcia e Irmã Laura e acende a luz para o lado de Carmem e outra pessoa na porta do banheiro)
Irmão Salomão – Oi, irmã Carmem! A paz do Senhor! Vai ao banheiro?
Carmem – A paz! Vou sim, mas irmão já soube da nova?
Irmão Salomão – Não me diga, irmã. O que foi?
Carmem – Eu soube que o filho da irmã Lúcia esta se envolvendo com uma mulher mais velha do que ele.
Irmão Salomão – Sim! E o que é que tem?
Carmem – Como “o que é que tem”? Ela é casada e tem três filhos.
Irmão Salomão – Misericórdia! Foi isso que lhe disseram?
Carmem – Bem, me disseram que era mais velha, mas o resto é fácil de deduzir, né?!
Irmão Salomão – Mas irmã, que escândalo!
Carmem – Pois é. Mas deixa eu ir, que senão vão falar que estou de fofoca com o senhor, e o senhor sabe que não gosto de fofocas, longe de mim falar dos outros. A paz! Até mais !
(Volta pra cadeira, se senta e pergunta:) 
Carmem – O que estava conversando com irmã Laura?
Lúcia – Mulher, deixa esse costume de querer saber da vida do povo! Que coisa feia! Ela só tava me contando que a filha de uma amiga dela casou grávida, imagine você?!
Carmem – Ainda bem que minha filha tem juízo e não me decepcionou nesse ponto!
Lúcia – (à parte) Coitada ainda nem sabe!
Carmem – O que você disse?
Lúcia – Disse que o louvor vai tocar agora. Tu ta ficando môca, visse! Deve ser a idade! 
Carmem – Misericórdia! Lúcia, olha a irmã. Veio quase pelada! Isso é tamanho de saia?! 
Lúcia – E o pastor num diz nada. É uma pouca vergonha!
Carmem – Já, já, as irmãs vão estar vindo só de biquíni pra igreja
Lúcia – Eu num duvido nada... Esses jovens não têm respeito por nada mesmo...
(apontando pra frente e usando de fé cênica, veem um casal conversando)
Carmem – Menina, pelo amor de Deus. Aqueles dois não param de conversar um minuto.
Lúcia – E não sei que tanto assunto é esse. 
Carmem – Quando termina o culto, você nem imagina o que eles fazem! Ficam no maior agarra-agarra na porta da casa dela. Só faltam derrubar o muro.
Lúcia – Misericórdia! Não me diga isso, a mãe dela me parecia ser uma pessoa tão crente... E permite um despautério desses na porta de casa?
Carmem – Pra você vê! As aparências enganam.
Lúcia – Olha, o grupo de dança vai se apresentar.
Carmem – Espero que dessa vez elas se apresentem com roupas mais descentes, por que da ultima vez dava pra ver até o calcanhar! 
Lúcia – Foi mesmo?! Que pouca vergonha! E pastor num disse nada?
Carmem – Nadinha, minha filha. Nadinha! Bateu palmas e tudo!
Lúcia – Menina, tu assistiu a última peça que o teatro apresentou?
Carmem – Não!
Lúcia – Pois não perdeu nada. Outro despautério! Você nem vai acreditar no que eles fizeram!
Carmem – Me diga logo, pois já estou ficando intoxicada de tanta curiosidade. Não que eu seja curiosa, mas quando o assunto é interessante... Me diz logo, mulher!
Lúcia – Vestiram os meninos de mulher dentro da igreja, com tantas meninas no teatro. Agora me diga pra que? Me diga?
Carmem – É o fim do mundo! Que coisa horrível! E o pastor fez o quê?
Lúcia – Ria, ria e ria, mais que todo mundo.
Carmem – Vou falar com a esposa dele. Ela não deve estar gostando desses despautérios.
( GRAVAÇÃO II )
Lúcia – Menina, o culto já acabou?
Carmem – Já ! Também, o culto é só louvor. A palavra que é mais importante fica com 20 min. 
Lúcia – O pastor pregou sobre o que, hein?
Carmem – Nem sei, visse! Pergunta a essa adolescente aí!
Lúcia – Ei, a palavra foi sobre o quê hoje, minha filha?
Menina – Irmãs, a palavra falou acerca da língua! O que mata não é o que entra pela boca , mas o que sai dela! 

( Black-out)
FIM
Igreja- Betel Brasileiro João Pessoa -PB no bairro da Torre

Cia de Teatro ABNER 

terça-feira, 10 de julho de 2012

Promessas de Casamento One Time Blind





(Casal que discute a relação; eles começam um de frente para o outro, com as mãos dadas; os personagens devem estar com aliança no dedo)
M: Eu prometo te amar, honrar e respeitar.
H: Eu prometo te amar, estimar e proteger.
M: Desse dia em diante...
H: Até que a morte nos separe.
(Os dois viram para frente, ainda de mãos dadas.).
M: Eu me lembro do dia do nosso casamento... Foi maravilhoso! Meu vestido era lindo, todas as flores estavam tão lindas, e todo mundo que eu amo estava lá! Toda minha família.. E o dia foi realmente incrível! Foi bom, muito, muito bom. E teve um momento, um pouco antes de eu andar para o altar... e eu me lembro de olhar para cima e me sentir tão agradecida por este homem que Deus havia me dado!!
H: eu estava morrendo de medo... Sério, eu achei que ia fazer xixi nas calças! Normalmente, eu não fico na frente de um grande público como aquele, muito menos usando um terno! Qual é! Eu me esqueci de ir ao banheiro antes da cerimônia começar, e eu fiquei me dizendo “não faça xixi!”, “não trave o joelho”, “ continue respirando”, aí de repente, eu olhei pra frente, (fala suspirando)e lá estava ela...ela tirou meu ar... E eu nunca mais o quis de volta....
M: nossa lua de mel foi maravilhosa! Nós fomos para uma ilha tropical! Foi uma semana inteira só de descanso, andar bastante na praia, passar tempos juntos... nós estávamos tão apaixonados!
H: nós fomos ás lojinhas, estávamos dando uma olhada.... nós não tínhamos muito dinheiro, mas eu peguei esse anel de âmbar e coloquei no dedo dela... (suspirando) e eu sabia que Ela tinha que tê-lo, porque (olha pra ela) ela valia a pena.
Os dois: (fazendo cara feia) E aí.... nós voltamos para casa.
(os dois se separam, cada um em um canto, falando com o público)
M: assim que chegamos em casa,era como se algo estranho tivesse acontecido, foi como se aliens tivessem entrado no nosso quarto, tiraram seu cérebro e encheram de balas de goma!
(mulher se vira; o homem está no sofá fingindo que está assistindo um jogo)
M: querido, você deixou a louça suja na pia?
H: ( nem olha, porque está atento no jogo) Sim!
M: bem, voe sabe que temos uma lava-louça, NÉ?
H: que? Ah... é, é... e você é muito boa nisso, querida ( nem olha pra ela) será que vocÊ podia não me interromper enquanto eu estou assistindo o jogo?  ( mulher coloca as mãos na cintura, irritada) pelo menos espere até os comerciais.  ( o Homem volta paraa posição inicial)
M: entende o que eu quis dizer? ( ela se vira para o público e volta para a posição original)
M: Balas de goma! (fala irritada)
H: ( Falando ao público) depois da lua de mel, eu comecei a suspeitar que ela saía durante a noite e tendo aulas de alguma língua estrangeira, porque tudo o que ela dizia não fazia o menor sentido!
( a mulher se volta pra ele e ele pega os sapatos e coloca; a mulher fica se olhando como se estivesse de frente para um espelho)
M: você gosta dessa blusa em mim?
H: ( ele olha e diz) acho legal
M: ( ela se vira séria) então você não gosta da cor?
H: que?
M: se você não gosta da cor, só diz que não gosta da cor! Nem sei por que eu tenho que parecer bonita pra você!
H: peraí, o que acabou de acontecer aqui? (sem entender)
M: por que você não me acha bonita?
H: Espera um pouco, eu te acho bonita
M: você nunca diz!
H: desculpa, eu te acho bonita!
M: você não pode dizer agora! EU Acabei de falar pra você dizer! Não vale!
H: espera, como é que eu vou saber o que eu tenho que dizer se você não me disser?
M: não acredito que você não me ame mais... ( e se vira voltando para o lugar; a mesma coisa o homem)
M: as vezes que me pergunto o que foi que eu vi nele!
H: sabia que, pelas manhas, quando ela acorda, o hálito dela derreteria a sua cara!
M: ele solta pum e segura minha cabeça embaixo da coberta! Isso não é legal!
H:  sinceramente, eu estou um pouco com medo, por que acho que me casei com a minha mãe!
M: eu não teria que agir como a mãe dele se ele não agisse como uma criança! “ fecha a porta da geladeira!”, “ guarda seus sapatos!”, “ tira o lixo”! sério, quão difícil é obedecer?!
H: ela não sabe cozinhar! Acho que ela está querendo me envenenar com a sua “ comida” ( faz sinal das aspas).
M: ok, duas palavras: raiva na estrada.
H: duas palavras: viciada em compras!
M: eu comentei que ele ainda tem coleção de revistas em quadrinhos? Desde o ensino fundamental?
H: eu mencione que ela ainda me zoa por ter uma coleção de revistas em quadrinhos Desde o ensino fundamental?
M: ele é viciado em TV!
H: ela é viciada em bolsas! E eu não entendo isso, mas por algum motivo, ela consegue perder todas as bolsas dentro de casa! (mulher se vira em direção a ele com cara feia e ele faz a mesma coisa) serio, quão difícil é perder algo deste tamanho ( ele mostra o tamanho)
M: eu pensei que era pra estarmos no mesmo time
H: eu ainda estou no mesmo time! Aparentemente você desistiu e começou a jogar pra outro time que você inventou em sua mente!
M: isso não faz nenhum sentido!
H: mas você não faz nenhum sentido! Você é estúpida!
M: você que é estúpido!
H: você me faz ficar desse jeito!...
2: AH! ( ficam de costas um pro outro zangados; pausa)
H: ( depois de um tempo começa a ficar pensativo e entende a mão pra ela) desculpe...
M: me desculpe também
( os dois dão as mãos e se viram)
M: o propósito do casamento não é nos fazer feliz...
H: é nos fazer santos. Visto eu nos tornamos mais iguais a Ele. (os dois se viram e seguram nas duas mãos)
M: eu prometo amar, honrar e respeitar você. Conforme você se torna mais igual a Ele.
H: e eu prometo amar, cuidar e proteger você. Conforme você cresça para se tornar mais como Ele.
( os dois se virão para o público)
M: como ele
H: apenas como ele
M: não vai ser fácil
H: não, isso não vai ser fácil. Mas é bom. E tudo que é bom, é sempre digno de ter luta.
2: amem ( e saem de mãos dadas)



quarta-feira, 4 de abril de 2012

Musical sobre a Paixão de Cristo




-Olá! este musical foi baseado nos Evangelhos Bíblicos e no Musical O Cristo da Paixão, da MK; estaremos apresentando 
na nossa Igreja e em breve estarei postando as fotos e vídeos. Espero que gostem!





Cena 1: Abertura
Narração: Este musical é baseado em fatos históricos, reais e descrito nos evangelhos das sagradas escrituras, que têm sido ao longo dos séculos a fundamentação da fé de milhões de pessoas em todo o mundo. Nós, que desfrutamos desta mesma fé, cremos que o maravilhoso plano de salvação de Deus foi consumado por Cristo Jesus, que cumpriu o propósito do Pai, através de seu nascimento, sua vida, sua morte e por fim, sua ressurreição. Este é o significado pleno de uma vida com um propósito: seu começo justifica seu fim e seu fim testifica do seu começo. Sendo assim, torna-se impossível celebrarmos apenas o nascimento de Cristo, porque Cristo já nasceu em sua própria cruz.
·         Trilha sonora de da música 1( um tom leve para introduzir o musical)

( enquanto estiver narrando a segunda parte, entra a multidão e Jesus. Jesus deve entrar dramatizando com a multidão, como se estivesse curando e ensinando)
Narração: Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens. E a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam. Ali estava a luz verdadeira, que ilumina a todo o homem que vem ao mundo.
Estava no mundo, e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o conheceu. E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más.
 Veio para o que era seu, e os seus não o receberam.Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome;Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus.
·         Música 1: Vivo ele está ( última parte)

Vivo Ele Está

Voices

Vivo Ele está 2x
Aleluia, Cristo vivo está
Ele levou sobre Si
As nossas maldições
E o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele
E pelas Suas pisaduras nós fomos sarados
Fomos sarados
Jesus morreu por nossas vidas e ressuscitou
Ressuscitou
Ressuscitou
Ressuscitou
Vivo Ele está
Aleluia, Cristo vivo está
Aleluia, Cristo vivo está
Ressuscitou
Vivo Ele está
(os apóstolos se dirigem pra mesa da ceia, enquanto os outros ficam no espaço designado para o coral fingindo que estão fazendo outras coisas)
Cena 2: A Ceia
·         (trilha sonora do teclado)
Narrador: E sabendo Jesus que era chegada a sua hora, de passar deste mundo para o Pai e havendo amado os seus discípulos que estavam no mundo, amou-os até o fim. Enquanto ceiavam, tendo o diabo já posto no coração de Judas para que o traísse, Jesus, sabendo que o Pai lhe entregara tudo nas mãos e que viera de Deus e para Deus voltava, levantou-se da ceia e disse:
Jesus: Tenho desejado ansiosamente comer convosco esta páscoa, antes do meu sofrimento; Porque vos digo que não a comerei mais até que ela se cumpra no reino de Deus.
Narrador: E, tomando o pão, e havendo dado graças, o partiu, e deu-lho, dizendo:
Jesus: Tomai, comei, isto é o meu corpo que por vós é dado; fazei isto em memória de mim.
Narrador: Semelhantemente depois de cear, tomou o cálice e disse:
( começa a música 2)
Jesus: Este, este é o cálice do meu sangue, sangue da nova e eterna aliança, que é derramado em favor de vós. 
·         Música 2:

Vinho e Pão
Na mesa, o pão, o vinho também
No peito, uma dor, com aquilo que vem
De um lado, um sorriso, do outro, traição
Ele abençoa e parte o pão
E lava os pés daqueles fiéis
E mesmo o traidor recebe assim
Deu vinho e o pão ao invés de rancor
Lavou nossos pés, e enxugou com a dor
Naquele partir estava todo o meu ser
Partido por mim e pelo meu viver
No vinho, o amor; no sangue, o perdão
Em seu meigo olhar, a minha salvação
Um hino cantou depois de cear
E era o louvor que vinha preparar
A maior canção cantada na cruz
Escrita na Ceia pelo meu Jesus

Cena 3: Jesus no Getsemani

·         (começa a trilha da música 3)

Narrador: E então, saiu Jesus de onde estava, e segundo seu costume foi para o Getsemani, para o Monte das Oliveiras; e também os seus discípulos o seguiram. E quando chegou àquele lugar, pediu-lhes que orassem e afastou-se deles, para que a sós, também buscasse ao Pai em oração, dizendo:

Jesus: (ajoelhado e aflito) Pai, se queres, passa de mim este cálice; todavia não se faça a minha vontade, mas a tua. 

·         Música 3

Adonai, Aba Pai

Aline Barros

Adonai, Aba Pai, seja feita a tua vontade
Adonai, Aba Pai, este cálice eu vou beber
Nascerá um novo olhar
Porque não vou desistir
Quero ser fiel até o fim
Teu caminho vou seguir

(nesta hora entram os soldados para prender Jesus; os discípulos fogem. Enquanto termina a música, Jesus já deve estar sendo preparado para a crucificação)

Adonai, Aba Pai, seja feita a tua vontade
Adonai, Aba Pai, este cálice
Eu vou beber, eu vou beber

(todos)Nascerá um novo olhar
Porque não vou desistir
Quero ser fiel até o fim
Teu caminho vou, eu vou seguir
Adonai, Aba Pai, seja feita a tua vontade
Adonai, Aba Pai, este cálice eu vou beber (2x)

(entra Jesus já ensaguentando e com a cruz, lentamente, com os soldados escarnecendo dele e o açoitando)

Cena 4: Antecedentes da crucificação -  A coroa de Espinhos

Narração: Então mandou Pilatos açoitar a Jesus e o entregou aos seus soldados para ser crucificado. Estes, o despiram, vestindo-lhe um manto escarlate E, tecendo uma coroa de espinhos, puseram-lhe sobre a cabeça, e em sua mão direita uma cana; e, (começa a trilha da música 4 ) ajoelhando-se diante dele, o escarneciam, dizendo: Salve o Rei dos judeus. ( devem ficar no meio escarnecendo de Jesus; Jesus deve andar lentamente e demonstrar dor; quando estiver terminando a música, na parte da subida, eles devem se deslocar para o local onde fica a cruz)

·         Música 4

A Coroa

Raiz Coral

A coroa que ele usou não era de ouro
Apesar de o coroarem como rei
Não era de rubi ou diamantes
Mas era feita só de espinhos vis
Por que tratar um rei desta maneira
E por que fazê-lo usar coroa tal?
Ele nunca foi forçado a usá-la
Mas por amor deixou seu lar real

A coroa que Jesus usou na cruz
Fora feita para mim
Ele a Trocou pela minha salvação
E jamais terá de usá-la outra vez

O inimigo não desiste facilmente
Ele quer fazê-lo usar coroa tal
Mas tenha isto sempre em sua mente
No calvário o bem venceu o mal

·         ( trilha pesada)

Cena 5: Antecedentes da Crucificação – Sofrimento de JESUS

Narração: E então os soldados tomaram Jesus, ele próprio levando a sua cruz. E
Saíram para um lugar chamado Caveira, que em hebraico se chama Gólgota, onde o crucificaram, e com ele outros dois, um de cada lado, e Jesus no meio. Na cruz, acima de sua cabeça, estavam escritas as seguintes palavras: Este é o Rei dos Judeus! (os soldados devem rasgar o manto e sortear os pedaços; o coral deve lamentar e chorar em alta voz; demonstrar dor). Então, os soldados, repartindo as vestes de Jesus, lançaram sortes. O povo estava ali e a tudo observava. Também as autoridades zombavam e diziam:
Se é de fato o filho de Deus, o escolhido, salva-te a ti mesmo! Salvou aos outros, agora, salva-te a ti mesmo! Contudo, Jesus dizia:  ( começa a música 5)
Jesus: Pai perdoa-lhes, pois eles não sabem o que fazem...

·         Música 5

Getsêmani
Leonardo Gonçalves
No Getsêmani foi que meu Jesus orou,
Se entregando ao Pai mais uma vez.
Logo vieram pessoas para o levar
Para a maior das provações
Ele tanto amou tudo suportou.
Ele carregou a nossa cruz.
Ver os cravos nas mãos, seu corpo a sofrer
Naqueles momentos de dor.
Ver o mestre a chorar e foi por você
Que ele mostrou tanto amor.
Os soldados cuspiam no seu rosto nu...
Posso ouvir o clamor da multidão.
E Jesus a olhar aquele céu azul
Pede ao Pai que lhes dê o seu perdão.
Ele tanto amou, tudo suportou.
Ele carregou a nossa cruz.
Ver os cravos nas mãos, seu corpo a sofrer
Naqueles momentos de dor.
Ver o mestre a chorar e foi por você
Que ele mostrou tanto amor.
Ele tanto, tanto me amou.
Ele tudo por mim suportou,
Carregou minha cruz


Cena 6: A Crucificação

·         (trilha de suspense)

Narração: E era já quase a hora sexta, e escurecendo-se o sol, houve trevas em toda a terra até à hora nona. E rasgou-se ao meio o véu do santuário. E, clamando Jesus em alta voz, disse:

Jesus: Eli, Eli, lamá sabactâni! Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? (pausa pra respiração ofegante) Pai,nas tuas mãos entrego o meu espírito. (abaixa a cabeça e morre; começa a música) Está consumado!

·         Música 6

Tomou o Meu Lugar

Alessandra Samadello

Com malfeitores morreu,
Por minha culpa, Jesus a vida deu;
Foi quebrantado, grande dor sofreu,
O meu pecado Ele recebeu;
Sem ver bondade , chorou,
Foi meu pecado que Ele carregou;
Foi esmagado por querer amar,
E tudo isso foi em meu lugar

Se entregou por mim
Morreu pra me salvar, 
Na cruz Jesus tomou o meu lugar
Amor assim jamais existira
Se entregar so pra me salvar.
Morto foi Jesus, Cordeiro de Deus,
Senhor da Cruz, eternamente Rei;
Amor assim jamais existira
Tomou pra sempre o meu lugar

( na segunda vez que repetirem a música, devem tirar o corpo de Jesus e o preparar para a outra parte da peça, quando ele já está ressuscitado)

Cena 7: A Ressurreição

·         (trilha sonora da música 6)

Narração: E no terminar do sábado, ao entrar no primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro. E eis que houve um grande terremoto, (barulho de terremoto) porque um anjo do Senhor desceu do céu, chegou, removeu a pedra e assentou-se sobre ela, e os guardas tremeram, ficaram como se estivessem mortos. Jesus já não estava mais no túmulo, pois havia ressuscitado como havia dito.

( pausa pequena; entra Maria Madalena)

Narração: E no primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao sepulcro de madrugada, sendo ainda escuro, (começar a chorar e a se ajoelhar). Estando ela, pois, chorando, abaixou-se para dentro do túmulo e viu anjos vestidos de branco, assentados onde o corpo de Jesus estava posto, E disseram-lhe eles:
Anjos: Mulher, por que choras?
Maria Madalena: Porque levaram o meu Senhor, e não sei onde o puseram. (chorando)
Narração: E, tendo dito isto, voltou-se para trás, e viu Jesus em pé, mas não o reconheceu. Então perguntou-lhe Jesus:
Jesus: Mulher, por que choras? A quem procuras?
Narração: Ela, supondo ser ele o jardineiro, disse-lhe:
Maria: Senhor, se tu o levaste, diga-me onde o puseste, e eu o levarei.
Jesus: Maria!
Maria: Raboni, Mestre! (fala com alegria e tenta abraçar Jesus, mas ele a impede)
(começa a música)
Jesus: Não, Não me detenhas, porque ainda não subi para meu Pai, mas vai para meus irmãos, e dize-lhes que eu subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus.  ( Maria sai alegre e correndo, enquanto Jesus sai pelo outro lado se preparando para a última cena)

·         Música 7

Ele Vive

Leonardo Gonçalves

 

Hoje é domingo de manhã,
Hoje o sol não quer brilhar
Tudo é solidão...
E elas vêm dizer:de madrugada ressurgiu
Não acredito em ilusões,
O sol da justiça se apagou
O mundo inteiro viu
Os cravos em suas mãos,
O seu corpo a sofrer,
Sua morte lá na cruz não consigo entender
E agora este túmulo vazio,
Esse anjo a questionar:
Porque procuro entre os mortos quem vivo está?

E hoje sou livre, pois Ele vive
Ele vive, Ele reina em mim, Em mim
Morte e pecado foi derrotado
E eu sou livre, eu sou livre enfim, de mim

Como Jesus ressuscitou
Da morte eterna para luz
Da água renasci
E faz sentido servir
Alguém melhor que eu
E hoje sou livre, pois ele vive
Ele vive, Ele reina em mim

E os que descansam no senhor
Quando voltar despertarão
E em sua carne enfim verão a Deus

Todos os dias de manhã
Quero renascer

Cena 8:  Ascensão

·         (trilha sonora da música 7)

Narração: E levou Jesus seus discípulos para fora e levantando suas mãos os abençoou, dizendo:
Jesus: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.
Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.
E estes sinais seguirão aos que crerem: Em meu nome expulsarão os demônios; falarão novas línguas; Pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e porão as mãos sobre os enfermos, e os curarão. É-me dado todo o poder no céu e na terra.
Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;
Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém. 

Narração: E,quando dizia isto, vendo-o eles, foi elevado às alturas, e uma nuvem o recebeu; O Senhor, depois de lhes ter falado, foi recebido no céu, e assentou-se à direita de Deus. ( começa a música 8)Então voltaram os discípulos com grande júbilo para Jerusalém e estavam sempre no templo, louvando e bendizendo a Deus, esperando a grande promessa do Senhor ser cumprida.

·         Música 8

Glória de Deus

Eyshila

Esse lugar tá cheio de algo
Que eu não vejo, mas sinto
Algo mudou tudo aqui
Eu posso ouvir rumores do céu
Ele passeia agora
Chegou bem na hora
É a glória de Deus 2x

Glória, sobe
Glória, desce
Glória, fica
Glória, edifica
A glória nos ensina
O Senhor Jesus está nesse lugar
Vamos glorificar
Glória, enche
Glória, vem
Glória, transforma
Glória, toca
E toda a Igreja chora
Glória, é o mover do Espírito
Que é derramado aqui neste lugar

O Monte Sinai fumegava
A glória estava presente ali
Hoje vai fumegar
A glória está descendo aqui
Ele passeia...
Glória, glória, glória

Cena 9 : Encerramento

( todos devem entrar aos poucos para cantarem juntos)

Narração: E as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. 
 (trilha sonora da música 9)
Narração: E Este é o plano maravilhoso de Deus. Porque Deus amou o mundo de tal maneira, que deu seu filho unigênito, para que todo aquele que nele crê, não pereça, mas tenha a vida eterna. E este é o nosso desejo, de estarmos unidos para sempre com o Senhor, na nova Jerusalém, adorando-o e bendizendo-o por toda a eternidade.

·         Música 9:

Cidade Santa

Aline Barros

 

Dormindo no meu leito,
Em sonho encantador.
Um dia eu vi Jerusalém
E o templo do Senhor.
Ouvir cantar crianças,
E em meio ao seu cantar
Rompeu a voz dos anjos,
Do céu a proclamar:
Rompeu a voz dos anjos,
Do céu a proclamar:

Jerusalém! Jerusalém!
Cantai, ó Santa Grei!
Hosana! Ho - sa - na!
Ho - sana ao
Vosso Rei!
Então o sonho se alterou,
Não mais o som feliz
Ouvi-a das Hosanas
Os coros infantis.
O ar em torno se esfriou,
Do sol faltava a luz,
E num alto e tosco monte vi
O vulto de uma cruz!
E num alto e tosco monte
Vi o vulto de uma cruz!
Jerusalém! Jerusalém!
(Aos anjos escutei),
Hosana! Ho - sa - na!
Ho- sana ao vosso Rei!
Jerusalém! Jerusalém!
Teu dia vai raiar!
Hosana! Hosa - na!
Ho - sana sem cessar!
Hosana sem
cessar!

(os personagens devem abrir uma ala para deixar Jesus passar como Rei)

(Falando)
Ainda a cena se mudou;
Surgia em resplendor a divinal
cidade,
Morada do Senhor.
Da lua não brilhava a luz,
Nem sol nascia lá
Mas só fulgia a luz de Deus,
Mui pura em seu brilhar.
E todos que queria, sim,
Podiam logo entrar
Na mui feliz Jerusalém,que nunca passará


·         Textos retirados dos Evangelhos da Bíblia Sagrada e do Musical O Cristo da Paixão - MK Music

Deus abençoe! Que possamos trabalhar todos juntos em harmonia!